segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Barata

No banheiro da minha casa, habita uma criação de baratas, sempre que eu vou no banheiro de madrugada eu encontro uma ou duas baratas fugindo de mim enquanto eu vou fazer xixi, mas já que faz mais de um ano que eu convivo com elas, nem me incomodo mais , sempre elas morrem quando a minha mãe põe baygon no banheiro ou quando manda a empregada jogar água quente no ralo, mas sempre morrem, nunca sobrevive uma pra contar a história, o que eu acho curioso é não entender o objetivo delas, já que as vezes a barata fica "criança" e eu acompanho o crescimento dela ao decorrer dos meus xixi's de madrugada, vou vendo a barata crescer até ela se tornar uma baratona asquerosa que me da nojo só de ver ela em pregada na porta, mas enfim, pra quê não deixar a bichinha viver e conseguir o seu "objetivo" seja lá ele qual for.
Hoje eu fui fazer xixi como de costume, e eu vi uma baratona na porta, não fiz nada (como de costume), fiz meu xixi, lavei a mão e fui fechar a porta, quando balancei a porta pra fechar, a barata se assustou e correu pra dobradiça, mas eu não tinha visto, aí quando fechei a porta, ouvi um "crec", é, eu esmaguei a barata, coitadinha, nem foi a minha intenção, ia deixar ela viver mais um tempo porque sei lá, ela nem me fez nada, diferente de algumas baratas que já passaram por aqui por casa e ficaram aterrorizando as minhas noites de internet, voando por cima de mim, ou pela tela do computador, essas sim da uma vontade absurda de matar e estraçalhar todinhas, mas a que eu matei sem querer nem tinha feito nada, me senti até um pouco mal... aí eu me pergunto, por que eu fico mal por ter matado uma barata podre, nojenta, etc?
Conclusão: acho que ando sensível demais esses tempos pra me sentir mal por ter esmagado uma barata nojenta que só faz me deixar agoniada quando vou fazer xixi e ela está pelo chão, só não queria ter matado, mesmo que fosse sem querer. Ainda agora fui no banheiro pra ver se eu encontrava ela esmagada pela dobradiça, mas quando cheguei, as formigas já tinham limpado quase tudo, só sobrou algumas perninhas mesmo, as formigas devem ter feito uma festa, pelo menos já tem comida até semana que vem, ai credo. Enfim... Lição da noite: O azar de um é felicidade de outros, ê, que merda de post, isso é saudade eu acho.

domingo, 21 de setembro de 2008

Reflexão de Domingo [4]

É, mais um fim de domingo estranho, na minha casa fria e "vazia", pensamentos soltos, sobre esse fim de semana que foi meio surpreendente, fazia tempo que eu não me sentia assim, não é "bem" a palavra certa, mas está tudo absolutamente normal, nenhum sentimento ruim, nenhuma escolha ou merda feita, isso sim é estranho... mas enfim, espero que continue assim.
Adrift again 2000 man
you lost your maps,
you lost the plans
did you hear them yell,
"land damn it land"?
you say you can't
well I hope you can
I hope you can
How's it goin 2000 man
welcome back to
solid ground my friend
I heard all your controls
were jammed
well it's just nice
to have you back again
But I guess they still
dont understand
and they can never understand
and they said go find 2000 man
and they said tell him
we've got new plans
but instead I'm here
to tell you, friend

I believe they want you to give in

Are you giving in 2000 man?
(did you love this world and did this world not love you?)

Are you giving in 2000 man?
dont give in 2000 man.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ADVIIIIIIIIIIINHA!

ÉGUA DA OTÁRIA, SÓ FALA MERDA CARALHO, CALA A BOCA...













pronto, desabafei :)
De repente a gente rasga a roupa e uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar...


Depois do terceiro ou quarto copo tudo o que vier eu topo
Tudo o que vier vem bem
Quando bebo perco o juízo

Não me responsabilizo nem por mim nem por ninguém
Não quero ficar na sua vida como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme e se encharca de perfume
Faz que tenta se matar

Vou ficar até o fim do dia decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar

Tens um não sei que de paraíso e o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais

Tens uma beleza infinita e a boca mais bonita
Que a minha já tocou

O nome disso é PORRE! (Dulcinéia)

Dulcinéia desligada, não corria atrás de nada, desiludida com a vida e com sua separação, sem rumo e sem perdão, mêses e mêses mergulhando a cabeça na sarjeta e no alcool, no dia que acabava duas garrafas de vinho com um amigo não sabia o que lhe esperava.
Dulcinéia pegou carona para ir dormir na casa de sua amiga, piscou os olhos e se deparou deitada no chão de um prédio olhando para as estrelas, tentando ver as constelações que nunca estudou, ou ver uma estrela cadente só para o momento se tornar bonito, falava falava e falava, mas não sabia do que falava e com quem falava, até olhar em volta e ver que não estava sozinha, que sensação agoniante de frio na barriga misturado com ansiedade e vontade de ir no lugar mais longe e mais alto que poderia ir para cair de braços abertos de uma altura onde não fosse morrer em cima de uns lençóis quadriculados enórmes, com o vento pelo corpo sendo embrulhada para poder dormir, mas isso infelizmente não era o que poderia acontecer na hora, Dulcinéia olhou para o lado e percebeu que toda a sua agonia tinha um nome, e o nome era Dante.
Dante olhava para Dulcinéia como se já a conhecesse de algum lugar, ria das coisas mais estranhas que Dulcinéia falava, e observada as estrelas junto a ela fazendo comentários e comentários, Dulcinéia nunca tinha visto um sorriso tão bonito como o de Dante... logo logo, as estrelhas se recolheram, e só restaram nuvens, a lua bem desfarçada, e o sol começou a nascer, logo perceberam que já tinham conversado fazia mais de três horas e tinha passado num piscar de olhos, tinham que ir embora, essa se tornou a regra dos dois, só quando amanhecia os dois tinham que se separar e voltar com as suas vidas sem graça e sem emoção, mas eles já tinham estragado tudo, já tinham criado um vínculo, antes mesmo do seu primeiro beijo, o vínculo se criou a partir do momento que se olharam no mesmo momento enquanto estavam olhando as estrelas, e nem o beijo, ou o melhor sexo do mundo, conseguiria passar por cima disso.
Chegou a despedida, Dante foi andando devagar, Dulcinéia também, devagar e mais devagar porquê sabiam que iam se separar, Dulcinéia por sua vez não esperava nada, já estava tão desacreditava, que nem acreditava no sorriso daquele rapaz, por sua vez, Dante de uma maneira meio afobada e desajeitada, beijou Dulcinéia com a intensidade que o momento os proporcionava, Dulcinéia não acreditava, parece que era um peixe que tinha entrado em seu aquário após cinco minutos fora dágua...
Os dois estragaram tudo, sabiam que era errado e não exitaram, sabiam que não ia dar em nada, mas não se controlaram, pois Dante já o tinha o seu "Dom Quixote" e Dulcinéia sabia disso, mas mesmo assim...





(continua.. tô odiando essa história)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Um pouco de Dulcinéia

Dulcinéia era cheia de vida, mas ao mesmo tempo tinha preguiça de quase tudo, não fazia nada além de namorar, e nunca tinha tempo para a suas obrigações, vivia em um mundo de aparências, cheio de intensidade e diversão, amava a sua vida e o seu namorado era a coisa mais importante do mundo.
Dulcinéia gargalhava da desgraça alheia, junto com os seus amigos que por mais que não tivessem um grão de ervilha na cabeça, eram muito unidos e se respeitavam bastante. Dulcinéia era apenas uma adolescente que estava descobrindo o sabor do sexo e das drogas (tudo o que a tinham dito que era errado em todo o seu crescimento), por ser a única mulher da família por parte de mãe, ter um pai machista e dois irmãos homens, cresceu junto com o machismo acumulado daquelas cabeças podres sem coerência alguma, sempre pensou muitas coisas á respeito do que eles diziam, e sempre achou muito errado a imagem da mulher perante a essa sociedade e perante a eles próprios.
Dulcinéia nunca foi de respeitar regras, mesmo pequena quando ia para festas familiares, sempre fazia alguma coisa de errado e dava um jeito de fazer nunca suspeitarem que aquela menina "meiga e doce"fosse capaz de fazer alguma coisa, mas Dulcinéia sempre foi mais esperta que as crianças de seu meio, sempre pensou além do que se era permitido para a sua idade.
Dulcinéia cresceu um pouco, se tornou uma pré-adolescente aprendiz do que tinha sido quando criança, Dulcinéia até seus 12 anos de idade, era uma menina inocente, acreditava cegamente na bondade do ser humano, e não queria saber de desgraça, só queria brincar com seus amigos e dançar e roubar peteca dos meninos, Dulcinéia sempre foi de se apaixonar rápido demais, aos 12 anos de idade, arrumou um namoradinho cujo namoro era voltado a um vídeo game, onde Dulcinéia fazia questão de ganha-lo em todos os jogos que competiam, isso sim era namoro para ela, não para o resto das pessoas que a cercavam e achavam que isso iria acabar em uma gravidêz indesejada, mesmo com 12 anos, as pessoas conseguem ser muito maldosas, não acreditam nem que as próprias crianças podem ser puras.
Dulcinéia perdeu sua inocência, ou grande parte dela, quando quase foi estuprada pelo seu melhor amigo, até hoje, acho que esse foi o pior dia de sua vida, o dia em que quase perdeu a fé em todas as coisas, e se recusou a acreditar que o ser humano tem bondade dentro de si. Ficou desacreditada de amizade quanto a meninos, e se afastou de todos, isso acabou abalando a relação com o namorado, não sentia mais vontade de jogar vídeo-game com ele, então pra que namorar? namoro terminado... há rumores que até hoje o dito cujo não a esqueceu, mas Dulcinéia nem se quer lembra de suas feições.
Aos 13 anos de idade, pouco tempo se passou, Dulcinéia desacreditada andando pela rua, sem razão alguma, odiava um certo indivíduo que morava perto de sua casa. Todas as vezes que Dulcinéia cruzava com o pobre Tarcísio na rua, ou atravessava a rua, ou olhava com uma cara muito feia para ele, e por que? nem ela sabia o porquê de tanto ódio...
Tempos depois o conheceu, e isso fez uma reviravolta nos sentidos de Dulcinéia, ela finalmente tinha encontrado uma pessoa que podia confiar cegamente, que não iria tentar abusar dela ou qualquer coisa do tipo, achou engraçado o menino que ela odiava, que ela atravessava ao cruzar na rua conseguisse virar a pessoa em que ela mais confiara no mundo.
E os dois tinham uma amizade intensa e verdadeira, talvez a mais verdadeira que Dulcinéia um dia chegou a ter, todas as pessoas, todos os amigos pensavam que os dois namoravam, mas era uma amizade tão verdadeira e intensa, que os dois se revoltavam quando alguém deturpava a situação ou falava asneiras. Tarcísio e Dulcinéia eram unha e carne, faziam tudo juntos, se ligavam, viviam um na casa do outro, mas Dulcinéia nunca tinha olhado Tarcísio com outros olhos, até que chegou um dia em que não se viam fazia mais de uma semana, e Tarcísio aparece com uma aparência jogada e com um cigarro na mão, no mesmo segundo que Dulcinéia o viu, não conseguia acreditar no que estava vendo e sentindo, não conseguia entender porquê o seu coração estava batendo tão rápido e o porquê de ter se embaralhado e perdido as falas completamente ao cumprimentar seu melhor amigo.... Tarcísio notou a diferença na entonação e no jeito que Dulcinéia o olhou, mas era muito estranho para pensar em alguma coisa do tipo.
Com o passar do tempo, Dulcinéia começou a ficar angustiada ao perceber que gostava de Tarcísio, talvez por isso que implicava com ele no começo ao nem se quer querer passar ao lado dele na calçada, pensamentos loucos embaralhados confundiam a cabeça de Dulcinéia que cada vez mais de afastava de Tarcísio por medo de assusta-lo com tal revelação ou de dar muito na vista, estava com medo, só pensava nisso, suas notas no colégio eram as piores, e sua ausência em casa só fazia piorar.
Até que belo dia, tamanho Dezembro, provas já tinham passado, recuperação, Dulcinéia conseguira passar para o seu segundo ano, o ano estava quase acabando, e para comemorar, Tarcísio chamou Dulcinéia para ir ouvir música em sua casa e comer alguns salgados de padaria, Dulcinéia se empiriquetou toda, botou seu melhor sutiã de enchimento, arrumou o cabelo (como não costumava fazer) e foi ao encontro do tão pensado Tarcísio. Chegando lá, Tarcísio a elogiou, e disse "Tu estás estranha" mas Dulcinéia conseguiu contornar tudo com uma piada irônica, típica de seu humor. Estavam sozinhos em casa, clima fim de tarde, o sol estava quase para ir embora, e foi-se quando a chuva chegou deixando um clima frio e aconchegante, e pela primeira vez, Dulcinéia percebeu que estava rolando algum clima que tinha sido criado por Tarcísio. Dulcinéia quase se belisca para saber se estava dormindo ou se estava realmente acordada, seu coração bateu tão forte como batidas do araketu em época de ual, até que sutilmente, sem falar nada, Tarcísio deu um beijo em Dulcinéia, um beijo que fez esquentar tanto, que a água da chuva foi completamente evaporada para dentro daquela sala fria.
Com os nervos á flôr da pele, hormônios, e a adolescência gritando, pedindo socorro!!! me liberta!!! Dulcinéia foi além do que jamais conseguira ir, devido ao tráuma de sua pré-adolescência, nem conseguiu pensar em nada, só em que estava perdendo a sua virgendade do jeito que havia planejado, com a pessoa mais confiável que podia existir na face da terra...
Pernas trêmulas, joelho dobrado, sutiã de enchimento no chão, clima frio, beijos e mais beijos, lábios macios dançando de alegria um sobre o outro, dava para ouvir o barulho das gotas de chuva caindo sobre a janela do quarto, respiração forte, tanto de Dulcinéia quanto de Tarcísio que estava mais nervoso do que nunca. Demorou um pouco, pois Dulcinéia estava sentindo muita dor, mas por fim conseguiram, e conseguiram mais do que perder suas respectivas virgendades, além de fazer Tarcísio gozar e Dulcinéia ver que não era frígida, conseguiram, fazer nascer um outro tipo de amor de dentro de uma amizade que pessoas levam vidas para conseguir um dia ter esse tipo de relação com alguém, conseguiram fazer nascer o amor... um amor descomunal ao ponto de se tornar psicopata...










(a história de Dulcinéia continua, mas agora eu vou dormir)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Palavras, palavras, palavrinhas, palavrões, palavras agrupadas adequadamente dão sentindo ao sentimento inexplicável, as palavras consertam, as palavras entendem, as palavras expressam, as palavrinhas deixam interrogações, os palavrões deixam mágoas, palavrinha e palavrão sempre terminam, mas as palavras, nunca acabam, sempre existe a palavra perdão.

Mês Cinco



É como se fossem em cinco tempos, asssim como os nossos cinco dedos da mão, o mindinho é o começo, onde tudo é muito intenso e começa a crescer desesperadamente sem perceber, passa para o anelar, que é quase o meio termo, tempo de dúvidas e incertezas, onde se passa para uma das etapas mais importantes, o médio é onde se torna mais intenso, tão intenso, que pode acabar decaindo quando passa para a fase do indicador, que vai diminuindo, diminuindo, de uma forma mais coerente, até chegar no polegar, que é a decisão se acaba ou se consegue ir para a outra mão com mais cinco dedos de etapas pela frente, que poucas pessoas conseguem passar do próprio mindinho. Cada tempo, cada "dedo" tem um significado e uma intensidade diferente que as vezes acaba e as vezes permanece, mas não quero continuar escrevendo sobre isso, só escrevi, porque eu me ligo muito em dias, horas, lugares, tempos, anos, coisa que nem deveria ter mais importância pra mim, mas eu sou besta, e é isso.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Me deixa caminhar pelas estrelas, onde a vida não me empeça nem me desapareça.

domingo, 14 de setembro de 2008

Reflexão de Domingo [3]

"Eu vou te dar a decisão

Botei na balança
E você não pesou
Botei na peneira
E você não passou
Mora na filosofia
Pra que rimar amor e dor
Se seu corpo ficasse marcado
Por lábios ou mãos carinhosas
Eu saberia, ora vai mulher,
A quantos você pertencia
Não vou me preocupar em ver
Seu caso não é de ver pra crer
Ta na cara"



Hoje após essa semana bombástica em todos os aspectos, meu fim de semana terminou ótimo, graças aos meus amigos, que me fizeram feliz de outro jeito, só pelo simples fato de ficar juntos sem dizer nada, muitas coisas ficam subentendidas com um simples olhar, o que é mais que suficiente.

Agora eu acho engraçado reler as coisas que eu escrevi há um tempo atrás, e ver que eu sempre pareço perdida e disiludida, quando eu tenho muitos momentos de alegria, de paz, de sossego, eu vivo rindo, mas o problema, é que eu preciso me apoiar nas pessoas que são importantes pra mim, pra eu continuar sem cair, e se cair, me levantar sem muito sofrer... pra que rimar amor e dor?


sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Mulher De Escorpião

Mulher de escorpião
Comigo não!
É Abelha Mestra
É a Viúva Negra
Só vai de vedete
Nunca de extra.
Cria o chamado conflito
de personalidades.
É mãe tirana
Mulher tirana
Irmã tirana
Filha tirana
Neta tirana
tirana tirana.
Agora, de cama diz
que é boa paca.

Essa dita fase do Esquecimento

Onde...

Ainda sentes a falta?

Sentes a ausência?

Sentes a ráiva?

Sentes o cheiro?

Sentes o desejo?


Sinto só todo esse sentimento indo embora dia após dia, até não sobrar mais nada, pra quê?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Alguém me da um carro?

Primeira Viagem:

Tenho dormido apenas duas horas esses dois dias que se passaram, porque quero ajustar meus horários, e fico aguentando o meu sono pra poder dormir na hora certa. Hoje acordei cedo, tomei banho, tomei café, dei um beijo na testa da minha mãe, e fui embora pro psicólogo, chegando na parada, esperei meia hora por um ônibus mais lotado que o inferno, tamanha 8h da manhã, fui a viagem inteira em pé, com esse calor infernal dessa cidade, aguentando gente me encoxando, olhando pra minha bunda, cc de um fedorento feio que tava do meu lado, pessoas batendo no ônibus muito putas "Ê MOTORA!!!", porque o motorista não parou na parada que desejavam, bebê chorando, gente conversando, gente dormindo, gente se beijando (por incrível que pareça, até no inferno tem um pouco de amor), gente com uma cara de muito putos, gente suada, gente feia pra caralho, trânsito uma merda, demorei mais de uma hora pra chegar... mas enfim cheguei.
Fui na assembléia procurar no setor médico o meu psicólogo, entrei por uns becos, que lugar complicado aquele, até que achei o dito cujo, nisso, ele mandou eu fazer uma tal de triagem, fui falar com a assistente social que nem queria me atender, mas foi super simpática comigo, e disse que me ligava pra poder marcar a minha hora (até agora não ligou), enfim, sái de lá e fui pra casa da luiza, que com certeza foi a melhor parte do meu dia, ouvir a avó dela acertando todas as nossas características foi muito legal, comi muito e ainda dei uma cochilada.



Segunda Viagem:

Saindo de lá, me despedi da luiza, ficamos imaginando como seria se um carro matasse nós duas uma hora,e nos despedimos, já que as paradas de ônibus são totalmente opostas. Fiquei na Tamandaré esperando o "Conj. Maguari Ver-o-Peso" passou um rapidola, mas não parou pra mim, incrível como esses motoristas são uns filhos da puta preguiçosos, já perdi mais de 20 ônibus por isso, "sorte" que não demorou muito, e passou outro pro meu "azar", subi, e estava completamente lotado, tinha só um lugar vago na parte dos idosos, nunca sento nessa parte, mas tava muito cansada e sentei, comecei a ler um livro que a luiza me emprestou hoje, e fiquei lá, não demorou muito, subiu um velho, mas eu tava muito cansada pra dar o meu lugar pra ele, pensei que eu podia ser egoísta em relação á isso pelo menos uma vez na minha vida, continuei lendo, minha vista cansou, fiquei com muito sono do nada e quase dormi, nisso, tinha um outro velho muito estressado com cara de pai do diabo, sentado na minha frente, estava de olhos fechados e só senti um tapão na minha perna "moça, não sabes ler que esse lugar é dos idosos?" completamente grosso falando alto e chamando a atenção dos outros passageiros, fiquei puta, mas na minha, nem olhei na cara dele e na mesma hora me levantei pra dar lugar pro velho que tava me olhando com uma cara horrível, quando me levanto, no mesmo segundo, o ônibus faz uma curva enórme e quase bate um carro, aí o motorista teve que freiar com os caralhos, só vi o velho que eu ia dar o lugar voando, voou tanto, que caiu de costas e bateu a cabeça na porta do ônibus (sorte dele que as portas estavam fechadas), na mesma hora, fui e ajudei a levantar ele, eu e mais um cara lá, OS ÚNICOS, no meio de um ônibus lotado.
Juro, que se esses passageiros tivessem uma cruz, me crussificavam na hora, todos me olharam torto, como se fosse a minha culpa a queda do velho, fora as indiretas de todas as velhas e velhos que estavam lá na frente, falando que eu não respeitava nada, que eu era uma "menininha" egoísta, aguentei tudo calada, não olhei na cara de nenhum, e não esperei o "obrigada" que o velho me deveu por eu ter juntado ele e dado o meu lugar, se fosse outra pessoa, talvez nem fizesse isso, enfim, fui a viagem toda muito puta, em pé com as pernas doendo, ouvindo todo o tipo de indireta naquele inferno, mas fiquei calada, ganho muito mais do que começar a discutir com todos aqueles ignorantes filhos da puta, fiquei lá, que nem uma macaca pindurada naquele ferro nojento, pensando mil e uma coisas, dentre elas, a "culpa" que o motorista teve por ser um afobado, e praticamente passar por cima do trânsito sem se importar com nada, e quase matar um velho, vai que ele batesse, desse uma hemorragia interna e ele morresse, ou qualquer desgraça do tipo, sabe-se lá, a minha culpa pelo meu egoísmo de não ceder o lugar na mesma hora, e a culpa desse governo merda que não põe mais ônibus, mais qualidade, e dos próprios trabalhadores que tem preguiça, e deixam rodar menos da metade da rota, o certo seria 20 ônibus rodando, 10 pela Almirante Barroso e 10 pela Pedro Álvares Cabral, quantos rodam? as vezes dois em cada, as vezes três, as vezes um, no máximo quatro, dificultando a vida de todo mundo, POR PURA PREGUIÇA, salário ruim etc, o brasil é considerado um país pobre, mas com certeza absoluta, se pegassem um terço do dinheiro que o presidente tem, ajudaria a maioria dos desabrigados, pobres desse país, claro que melhoraria, é óbvio, mas isso já é ouuutra conversa.
Continuando, começou a chover, e todas aquelas 60/70 pessoas que estavam lá, ficaram abafadas que nem eu, porque começaram a fechar as janelas, e eu, abafada, revoltada, com vontade de matar um por um daquele ônibus podre, ainda ter que aguentar o cobrador olhar pra a minha bunda na cara de pau e não ter voz pra nada, não poder matar ninguém porque se não eu vou ser presa e estragar a minha vida inteira, e a dos meus pais, não poder me teletransportar pra minha casa e tomar um banho, porque isso não existe, nem poder fazer todas aquelas pessoas não existirem, porque isso não existe, dar um kamechamecha em todas aquelas pesssoas, ou explodir a terra, porque isso também não existe... enfim, pensei muitas coisas, mas até que enfim, cheguei aqui, e tinha faltado luz no conjunto todo, fora que tava chovendo, aí desci, atravessei a rua na chuva, mas muito feliz de ter saído do inferno, e continuei pensando merda, pensei em como seria se me estuprassem naquele escuro, credo né, só desgraça, se me assaltassem ou se me pedissem esmola asuhashuas, mas aí cheguei em casa sã e salva, só meio puta ainda e molhada, mas isso vai ser completamente esquecido quando eu tirar um pedaço daquele peito de frango assado que está piscando pra mim, e fazer um miojo com "gostinho de infância" (como diz o pai do paulinho) e tomar um banho muito bom, enfim, é isso.


Juro que a minha vida não é só desgraça, só tou tendo uma semana ruim, espero que passe, assim como tudo e como a chuva que passou agora e deixou o céu lindo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Conselho da Noite:

Nunca baixe a guarda, nunca.

domingo, 7 de setembro de 2008

Tanto meu em pouco teu

Teus versos me sumiram
Minhas cartas te rasgaram
Teus beijos? se perderam..
Minhas palavras te calaram
Teus gestos me mostraram
Meus segredos te provocaram
Teu carinho, me roubaram
Meus sentidos te guardaram


Teus e Meus? se apagaram....

Coisas da vida

Quando a lua apareceu ninguém sonhava mais do que eu
era tarde, mas a noite é uma criança distraída
Depois que eu envelhecer ninguém precisa mais me dizer
Como é estranho ser humano nessas horas de partida
É o fim da picada, depois da estrada começa uma grande avenida
No fim da avenida, existe uma chance, uma sorte, uma nova saída
São coisas da vida
E a gente se olha, e não sabe
Se vai ou se fica
Qual é a moral? qual vai ser o final dessa história?
Eu não tenho nada prá dizer, por isso digo
Que eu não tenho muito o que perder, por isso jogo
Eu não tenho hora prá morrer, por isso sonho

são coisas da vida
e a gente se olha e não sabe se vai ou se fica
são coisas da vida

Só merda

MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA QUE DROGA DE SENTIMENTO RUIM MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA E ME PEGOU COM FORÇA DESSA VEZ, ALGUÉM ME OUVE, ALGUÉM ME TIRA DAQUI? MERDA!!!!!!!!

Domingo é uma MERDA

Eu me enganei, pensei que eu já estava preparada para certos tipos de situações, pensei que eu tinha aprendido tudo o que me faltava, o que me completava para conseguir ser uma pessoa mais madura, mais coerente, mais forte... mas na primeira hoje que eu me deparo com uma situação ruim, eu volto a ser o que era antes, volto a sentir aquela angústia de antes, aquele choro que faz doer dentro do teu peito, em que a dor não se torna mais interna, se torna externa e tu só faltas adoecer do tanto de coisa engatada que fica aqui dentro, e eu que pensei que já estava em um ponto, em que esse tipo de dor nunca mais iria me encomodar, me enganei, me enganei quando pensei que esteva preparada para sofrer perdas, eu realmente não estou, quando estou me vendo fora de uma rotina onde eu tirava tão pouco, nunca fui tão feliz com tão pouco, nunca mesmo, sempre fui gananciosa, nunca me deixei ficar por baixo de nada, e onde eu me vejo agora? me vejo desmoronando outra vez, sentindo coisas que não sentia ha mais de um ano, sempre volta esse sentimento horrível, interno e externo, me fazendo ficar doida, desesperada, precisando de alguém, e sem conseguir transpassar meu sentimento para qualquer ser vivo que não está olhando nos meus olhos e vendo que tudo isso é verdadeiro.
Aconteceu, foi inevitável, foi lindo, mas acaba... não é justo, não é justo comigo, nem com essa imensidão que eu consegui construir dentro de mim depois de tanto sozinha, tudo acaba por uma razão, e nesse caso me sinto uma aleijada de não poder fazer nada, nunca pude... só que isso dói, e dói muito, nunca mais quero sentir isso por alguém de novo, nem que eu me torne uma pedra, mais sem sentimentos do que um dia já consegui ser, não quero mais, não quero mais sentir isso escorrendo pelo meu rosto, desaprendi... não quero reaprender, chega, todo domingo é uma
merda, por que?

NINGUÉM TA PREPARADO, NUNCA!

Bons Leitores