quinta-feira, 10 de julho de 2008

Está na hora

Mais que agora
Tem a hora
Ainda agora
Me ignora
Eu vou embora

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A Saudade..

Após, sete dias fora dessa "civilização", cá estou eu de volta, bem comigo mesma, bem, como nunca mais tinha me sentido, claro que mil vezes eu chorei com saudades da minha casa, das minhas coisas etc, quis muito voltar em alguns momentos, mas quando passa, eu vejo que eu sinto falta (como sempre). Hoje, ao contrário desses sete dias, eu vou dormir sozinha, no meu quarto quieto, sem ouvir ronco de ninguém, e sem receber um carinho na cabeça, sem rir de coisas sem graça, sem ficar com fome, sem fugir pra poder fumar um cigarro, sem minhas amigas, que em sete dias, me fizeram muito bem.
O que são sete dias? Sete dias não são nada, sete dias são muito, sete dias mudaram minha cabeça em alguns aspectos, sete dias me fizeram ser uma pessoa melhor por um tempo, sete dias me deixaram com saudades, sete dias me deixaram com respostas... e por aí vai. O que eu precisava mesmo, era de um tempo pra mim, um tempo longe de toda a minha realidade, um tempo em um "mundo paralelo", sempre pensei na hipótese de existir um mundo paralelo, onde uma semana de lá, corresponde a uma hora daqui, e acho que encontrei esse lugar, porque foi a semana mais longa da minha vida, longa e estranha, não precisei ter ninguém, mas quis muito ter alguém... e como.
Mas enfim, só sei que a sensação que eu tenho agora, é de pura paz, nada mais, nada menos que isso, paz comigo mesma, paz com os meus pais, com os meus amigos, talvez eu seja a pessoa mais feliz do mundo, pelo menos por uns 10 minutos, ou um dia, mas eu sou. Cheguei umas 5h da tarde, voltei olhando a chuva e os carros, as pessoas estressadas do trânsito, o taxista falando com um casinho dele no telefone e eu fingindo que não estava entendendo, chegando em casa, mamãe me deu um abraço daqueeeeles de mãe mesmo, que eu nunca mais tinha sentido, tanto pelas minhas malcriações, meu mal humor excessivo, pelas respostas escrotas que eu dou o tempo todo e me arrependo 10 segundos depois, papai me deu um abração, me olhou com uma cara linda, expressão bonita de saudades no rosto deles, coisas que eu nunca mais tinha sentido.
Ainda tem um caralhal de coisas que me encomoda, que não me deixa em paz, coisas internas, coisas emocionais, mas eu me acho mais forte que isso, vou passar por cima dessas coisas, assim como eu passo por cima de tudo pra tentar ficar bem, tirando a saudade escrota, e lembranças bonitas, que não me deixam passar por cima disso, eu vivo disso e vou continuar. Até agora, cheguei cheia de pasta no cabelo e no corpo, porque fizeram o favor de brincar de guerra de pasta de dente dentro do ônibus, eu to toda suja, e sineramente, to totalmente sem saco de tomar banho, não to me importanto com esse cheiro palha, e esse cabelo duro, só quero que a sensação de alívio de paz, não passe daqui ha 10 minutos, como sempre acontece.
Já tô com saudades...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Pensando com Adriana

Tarde da noite, ouvindo minha queridíssima amiga adriana cantando e me quebrando o coração com mais um rasgue as minhas cartas e não me procure mais, assim será melhor, ou a uma hora dessas por onde passará teu pensamento? por dentro da minha saia ou pelo firmamento? pensei, repensei, e pensei de novo, até que um pensamentinho ficou matutando na minha cabeça até doer (estava muito tarde né, enfim)... eu quase tinha esquecido de como é bom transar com quem se gosta, e isso é sério, muuuuito sério, seríssimo na verdade, após a morte, talvez essa seja uma das únicas certezas que eu tenho na vida, ao decorrer de meus 17 anos, espero que daqui ha uns 10 anos, mude alguma coisa, mas como dizem, PAU QUE NASCE TORTO...
Ta, tudo bem, isso foi meio obvio, meio não, completamente, absurdamente obvio, mas enfim, tudo o que nós pensamos, como nós agimos, cada sentimentozinho de nada, é previsível, o diferente não é mais diferente de fato, o especial é diferente, porque é diferente do normal, e o que seria o normal? seria o obvio no caso.... mas se somos todos normais, somos todos obvios, e é obvio que exista um especial dentro desse obvio, porque necessitamos de alguma coisa para se destacar. Mas pensando por outro lado, não é ruim ser obvio, não é ruim ser normal, mas o bom mesmo, é quando tu consegues ser especial, ao menos para alguém reciprocamente, nesse caso, a reciprocidade talvez não seja tão obvia, nem tão normal, seja SÓ ESPECIAL.
Consegui terminar de escrever isso ouvindo Rasgue as minhas cartas e não me procure mais, assim será melhor, meu bem.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Quando eu tinha seis anos

Tinha uma prateleira que rodeava o meu quarto
Cheia de bárbies , ursinhos, etc
não tinha UM lugar vago
Eu fingia que fechava os olhos
e ficava observando todos eles
No escuro, parecia que eles estavam se mexendo
Eu ficava morta de medo e angústia, e rezava uma reza que eu rezo até hoje.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Nós Sempre Caímos


Contanto que você me beije,
não temos palavra,
se você falar, nós caímos.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Qual é o nome disso mesmo?

Eu preferia ter
que te dizer
o quanto eu queria
te ter, e o quanto
eu sabia que ia
querer tanto, e que
não podia ter o que
tanto quis.
Mas como não posso
te dizer, eu escrevo
e deixo parte de ti
guardada dentro daqui.
Dentro de mim..
Dentro de si...
Mas sempre dentro.
Nunca fora.

XII

"O planeta seguinte era habitado por um bêbado.
Esta visita foi muito curta, mas mergulhou o principezinho numa profunda melancolia.
_ Que fazes aí? perguntou o bêbado, silenciosamente instalado diante de uma coleção de garrafas vazias e uma coleção de garrafas cheias.
_ Eu bebo, respondeu o bêbado com ar lúgubre.
_ Por que é que bebes? perguntou-lhe o principezinho.
_ Para esquecer, respondeu o beberrão.
_ Esquecer o quê? indagou o principezinho que já começava a sentir pena.
_ Esquecer que eu tenho vergonha, confessou o bêbado, baixando a cabeça.
_ Vergonha de quê? investigou o principezinho, que desejava socorrê-lo.
_ Vergonha de beber! concluiu o beberrão, encerrando-se definitivamente no seu silêncio.
E o principezinho foi-se embora, perplexo.
As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, dizia de si para si, durante a viagem".

sexta-feira, 20 de junho de 2008

só.


Só mentiras doido.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Retrato em branco e preto

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tantoE que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes
Velhos fatos
Que num álbum de retratos
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

Bom dia flôr do dia.

Sabe quando da vontade de escrever um "vão se foder todos vocês" beeem grande, andar com uma placa escrita "vão se foder", cada pessoa, cada olhar escroto de gente reprimida, cheia de mazela dentro de si, cheia de mania, que enfiem todas essas manias dentro do cu e ponham uma rolha pra nunca mais sair de dentro e explodirem de tanta merda que as pessoas tem dentro de si. Como se essas palavras idiotas e aparentemente "sem argumento" fossem resolver alguma coisa, não dizendo que eu quero que resolva, só quero que por essa sexta feira, dia 19 de junho de dois mil e oito, as pessoas tomem nos seus respectivos cus, e me deixem ficar com ráiva de tudo em paz.

Por que porquês?

PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?
PORQUE? PORQUE? PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE? PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?PORQUE?
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por quê eu quero.

Na madrugada...

Quatro pedaços enganam a todos, mas entre quatro paredes só enganam a si mesmos.

domingo, 15 de junho de 2008

Te pensei, tu pensou.

Pra quê olhar, se magoa tanto?
Pra quê fingir que está tudo bem?
Pra quê virar a cara quando se quer olhar fixo?
Pra quê esperar?
Pra quê gritar?
Pra quê chorar?
Pra quê?
Prá?
Quê?
Se soubesse a resposta para toda essas perguntas, certamente não estaria perguntando, e sim ou te esquecendo de vez, ou te amando em paz...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sexta-Feira Treze.

Ontem,era pra ser um dia super legal, na verdade foi, mas parece que faltou alguma coisa, não sei se foi dentro de mim, ou de fora, só sei que faltou, foi meio inexplicável, como o que tem acontecido na minha vida de uns tempos para cá. Não sei porquê eu continuo tentando arranjar explicação para sentimentos que não tem, nem querem ter uma explicação, fazia tempo que eu não me sentia tão bem comigo mesma como eu tenho me sentido esses dias.
Como é bom estar em casa...

04:17..........

Barulhos não me encomodam,
Não os escuto mais.
nem os altos barulhos calados de minha mente,
que vinham de trás.
Daqui só ouço um silêncio gritante,
que me rasga, me desfaz.
Isso é falta de sua presença,
que, mesmo nova, não me é demais.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

E assim, Feliz dia dos Namorados.

Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso...
Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Revir-a-volta.

Volta de volta
Teu calor de volta
Derrepente a volta
Nos trás de volta.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Vendo tv, pensei...

As vezes, aprendemos com os nossos erros onde sentimos prazer, as vezes, o que não queremos mais é o que precisamos, as vezes, o errado dependendo da situação, pode se tornar o certo, as vezes, que quero saber o porquê de as coisas sempre voltarem á tona, e o porquê disso ainda me atingir, as vezes, eu só sinto a real importância das coisas quando elas passam uns dias, a maioria das vezes, eu fico confusa e me frustro por não conseguir acabar o que começo.
Eu tenho gostado de errar, todos os erros cometidos, foram grandes acertos meus, acertos significantes, acertos que não consigo esquecer, nem quero, mas chegou a hora de acertar o meu erro e........

domingo, 8 de junho de 2008

Sensações estranhas, novas ou não, continuam sendo sensações desnecessárias, completamente evitáveis.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ah sim... o número.

Quantas pessoas você amaria?
Quantas pessoas você estaria disposto a amar?
Quantas pessoas fazem o grande passado, se tornar um pequeno detalhe?

Bons Leitores