segunda-feira, 13 de abril de 2009
Memória dos meus Quinze
Eu sempre achava alguma coisa que eu levava comigo guardado debaixo do meu colchão, fosse um diário antigo, uma carta, ou um album de fotografias antigas, gostava de ver antes de dormir, me comparando com minha mãe, nas coisas mais lindas, amores impossíveis e sonhos sem cabimento, assim como eu tinha, com o meu pai, era a aparência física que me fazia achar impressionante e ter uma noção de como eu vou ficar no futuro.
E sempre eu queria estar longe de lá por alguma razão, por ser diferente, ou pra ficar com os meus amigos, beber em algum lugar, ou todas as coisas erradas que eu fiz para poder deixar aqueles dois velhos sozinhos naquela casa imensa, preocupados com o meu bem-estar.... eu realmente não me importava aparentemente, mas quando a vida ferrava comigo, era no peito dela que eu tornava a deitar, sentindo aquele cheiro de pele limpa com cigarro que eu gostava desde pequena... com Ele, eu sou meio fechada, talvez por ele ser, mas ele nao entende o meu jeito de amar, o jeito que sempe dói.
Enfim, hoje eu consegui metade do que eu quis, que foi a liberdade, estar em outro lugar atrás dos meus objetivos, outra cultura, outras pessoas, outra vida... mas nada disso me satisfaz, nada disso me completa, eu sinto falta de ter a casa cheia, das preocupações, do latido dos cachorros, de tudo, não da pra ver um filme do Rocky Balboa, que me destrói o coração, mas a vida é isso, e eu tenho que passar dessa fase pra conseguir seguir em frente. No final das contas, eu sempre fui independente, sempre tive minha liberdade forçada por mim, mas estar longe deles, e lembrar da fisionomia de algum deles rindo, me tira água dos olhos o tempo todo.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
PASÁRGADA
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Faca de dois Gumes
terça-feira, 31 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Lucas
égua, to lendo até o final aquele risíveis amores
Yasmin diz:
eu só lembro de ti o tempo todo quando eu leio
Yasmin diz:
foi por isso que eu trouxe
Yasmin diz:
tu faz falta pra caralho
Yasmin diz:
e eu te amo
Yasmin diz:
eu vou no habibs
Yasmin diz:
ja volto
olǝlɐɹɐd osɹǝʌuı diz:
bjs
olǝlɐɹɐd osɹǝʌuı diz:
te amo
olǝlɐɹɐd osɹǝʌuı diz:
nao se esquece de mim
olǝlɐɹɐd osɹǝʌuı diz:
e olha eu li teu texto
olǝlɐɹɐd osɹǝʌuı diz:
fiquei rindo e chorando da saudade que vou sentir
olǝlɐɹɐd osɹǝʌuı diz:
se eu nao tiver aqui quando tu voltares ja vai ter lido isso
E eu não tenho vergonha de dizer, que eu te amo mais do que eu amo uma caceta, ê.
terça-feira, 24 de março de 2009
Chegou o Outono.
Nela, todas as doenças crônicas se agravam. O metal como um machado, corta a vida da natureza. Caem as folhas, a exuberância da vida diminui. A cor branca lembra o reflexo do metal. O outono é a estação da nostalgia, como se a natureza sentisse saudade dos dias de verão.
O corpo segue esse ritmo, o pulmão representa o metal, é um órgão yin, associado ao intestino grosso que é uma víscera yang, tem o seu sabor picante, mas os sentimentos estão relacionados á tristeza, intranqüilidade e a saudade do que se passou.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Céu
segunda-feira, 9 de março de 2009
Balança
Falando assim, parece uma solução simples, mas não é, quando as partes ficam diferentes, é muito mais difícil entrar num consenso, porque tem orgulho, rancor, mágoa, e um milhão de sentimentos no meio, onde fazem as pessoas se fecharem cada vez mais, principalmente quando são dois cabeça-duras. Eu não tenho mais saco, nem peso pra poder equilibrar tudo o que eu sou cobrada, aí eu vou deixando e deixando, até desequilibrar de vez e não ter mais jeito, como todas as coisas pendentes que existem na minha vida e sempre existiram porque as vezes eu preciso que alguém equilibre por mim, pelo menos uma vez.
terça-feira, 3 de março de 2009
ATA-ME
Correr de tanta pressa
"passar" por tudo
com susto, voando, não te conheço
Não me conheces
Todos juntos
Falando, gesticulando, falando
Gritando
Não te vejo
Não me vês
Solidão coletiva
"High Ansiety"
Ritmo frenético
A cidade corre
O tempo voa
Carros a 200 por hora
Sanduíches rápidos
Motéis para rápidos amores
Viagens curtas
Dinheiro curto
Não curto
Não tenho tempo para seduzir
Então seqüestro!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Calmaria.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O Apreço não tem Sexo
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Eric's Trip
Hatred
I hate the past
I can't see anything at all, all I see is me
that's clear enough
and that's whats important, to see me
my eyes can focus
my brain is talking
looks pretty good to me
my head's on straight, my girlfriend's beautiful
looks pretty good to me
sometimes I speak
tonight there's nothing to say
sometimes we freak
and laugh all day
hold these pages up to the light
see the jacknife inside of the dream
a railroad runs through the record stores at night
coming in for the deep freeze
Mary: a simple word, are you there in the country?
Yr eyes so full, yr head so tight
can't you hear me?
Remember our talk
that day on the phone?
I was the door, and you were the station
with shattered glass and miles between us
we still flew away in the conversation
my cup is full, and I feel okay
the world is dull, but not today
she think's she's a goddess
she says she talks to the spirits
I wonder if she can talk to herself?
If she can bear to hear it?
this is Eric's trip
we've all come to watch him slip
he's slipping all the way to Texas
can you dig it?
(Eric says "The sky is blue...")
I see with a glass eye
the pavement view
a shadow forming, across the fields rushing
thru me to you
we tore down the world, and put up four walls
I breathe in the myth
I'm over the city, fucking the future
I'm high and inside yr kiss
we can't see clear
but what we see is a alright
we make up what we can't hear
and then we sing all night
scattered pages and shattered lights
a jacknife and a dream
there's something moving over there on the right
like nothing I've never seen
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Eu ando com medo, medo de construir uma coisa e ela se perder voando no tempo, sem que eu possa fazer coisa alguma, correr, correr, correr, correr contra o tempo é muito difícil, mais difícil é tentar apagar as mágoas do passado para que isso não prejudique no futuro, na verdade isso é impossível, eu sou muito prejudicada pela minha impulsividade, eu só queria que tu entendesses que eu mudei, mudei de dentro pra fora e de fora pra dentro, e isso foi necessário para eu viver "bem" hoje em dia, não quero perder o que te ganhei, pelo tempo.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
An attemp to tip the scales
O ruim de voltar pra casa é isso (tirando o ônibus lotado com pessoas estranhas, fedorentas, mais rabugentas que eu e a criancinha que fez xixi quase no meu pé, ainda bem que o Ícaro tava comigo, me deixando sem um pingo de estresse por morar longe de tudo, e rir comigo das situações mais escrotas que a gente sempre consegue se meter, parece perseguiçao) essa solidão constante, agonia por sempre parar e pensar besteira sobre a vida, coisa que eu não tenho feito muito ultimamente, fugir nem sempre é a melhor solução.
As coisas estão calmas, não consigo parar de ouvir air, velvet e bright eyes, principalmente a música da ultima semana que tem me deixado que nem quando eu ouvia aquela música antigona da marisa monte, que eu esqueci o nome, era no tempo do meu primeiro namorado, eu tinha uns 12 anos mais ou menos, e era uma das nossas músicas, toca até em mulheres apaixonadas na hora do Eric Marmo com a Carolina Dieckmann, mas enfim, esqueci o nome... mas isso não é importante, o que eu queria dizer mesmo eu já fingi que esqueci.
São só 02:22 e ainda bem que ta me dando sono, espero dormir atéééé umas 16h da tarde de amanhã, e que o dia passe beeem rapido, pra eu comer pra caralho, me embriagar e esquecer, não é esse o espírito?
domingo, 21 de dezembro de 2008
Isso tudo tem um Nome
É tão bom sentir, e é melhor ainda ser diferente de tudo o que eu já vivi.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
ahh
são como foram um dia, nem se quer voltaram a ser, e as consequências de todo
esse processo que a gente chama de "levar a vida" resume-se muito mais
em pequenos grandes prazeres que a maioria ignora para garantir alguma coisa
que não tem nome específico limpo dentro de si, mas o que realmente acontece
, é que nada nem ninguém é limpo em canto nenhum, 150 pessoas que andam na
rua vindo ao teu encontro, cruzando o teu caminho, seja alguma delas padre, rei,
virgem, assassino, ladrão, trambiqueiro,
amante, ou leitor da bíblia, o amor da tua vida ou qualquer coisa que seja e acredite,
nenhuma dessas pessoas está limpa pura ilusão.. e por cada canto que passa dessa cidade
tem alguma coisa que a marcou de alguma forma, seja ela uma forma boa ou um
tráuma que pode ser levado pela vida toda simplesmente por ser a pessoa
errada na hora errada fazendo algo errado,ou simplesmente foi punida por falar
e fazer o que quer e o que não tem vergonha de fazer e foi marcada porque é isso
que acontece e não adianta se esconder em nenhum canto, seja em uma ilha
deserta, dentro de uma caixa ou até em zimbábue, o destino te acha, te
destrói, te caça e come vivo que nem abutre... eu não entendo o porquê disso, de ter que aprender
ou amadurecer com as tragédias, ou isso dar um empurrão pro nosso amadurecimento, melhorar como pessoas
e morrer depois de tudo isso, sendo que a solução de tudo está dentro de todo esse mundo de palavras agrupadas
soltas pelo vento, tentando se achar em um só lugar sem conseguir jamáis arrumar uma solução
plausível pela burrice de estragar tudo o que consegue construir e por não entender que nada é igual
e nunca vai ser, não adianta tentar, confundir ou brincar de comparar, não vai ser igual NUNCA.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
De Botas
Talvez alguém venha a ganhar com isso
Quando a Gata de botas passa deixando o perfume
De noites mal dormidas e cigarro no cabelo
Quem sabe, não há de ter piedade
Daqueles que não a tem
E fingem se enganar
Pensando que foi sincero
O que se é de trair e não olhar para trás
Muito menos pode-se ganhar o perdão
Mesmo quando a ilusão passa a ser verdadeira
Ela cansa
Volta pro início
Tenta de novo
Mas hoje em dia não faz sentido.
