terça-feira, 24 de março de 2009

Chegou o Outono.

O outono é quando se dá troca de energia. A energia yang do verão se transforma em yin. Do céu vem a secura. Os dias vão ficando mais curtos, mais escuros, a manhã e a tarde ficam mais frescas.
Nela, todas as doenças crônicas se agravam. O metal como um machado, corta a vida da natureza. Caem as folhas, a exuberância da vida diminui. A cor branca lembra o reflexo do metal. O outono é a estação da nostalgia, como se a natureza sentisse saudade dos dias de verão.
O corpo segue esse ritmo, o pulmão representa o metal, é um órgão yin, associado ao intestino grosso que é uma víscera yang, tem o seu sabor picante, mas os sentimentos estão relacionados á tristeza, intranqüilidade e a saudade do que se passou.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Céu

Daqui há pouco tempo eu vou explodir, vou me mudar pra lua, conhecer o paraíso e fazer amor com os astros.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Balança

É incrível como inconscientemente quando alguém da algo, sempre tem aquele sentimento de que vai receber/ ganhar outra coisa em troca, como se o tempo inteiro as coisas tivessem que ser balanceadas, as atitudes balanceadas com outras atitudes e assim vai até desequilibrar, o problema é que quando desequilibra uma das partes tem que ceder pra poder ficar tudo igual e equilibrado de novo.
Falando assim, parece uma solução simples, mas não é, quando as partes ficam diferentes, é muito mais difícil entrar num consenso, porque tem orgulho, rancor, mágoa, e um milhão de sentimentos no meio, onde fazem as pessoas se fecharem cada vez mais, principalmente quando são dois cabeça-duras. Eu não tenho mais saco, nem peso pra poder equilibrar tudo o que eu sou cobrada, aí eu vou deixando e deixando, até desequilibrar de vez e não ter mais jeito, como todas as coisas pendentes que existem na minha vida e sempre existiram porque as vezes eu preciso que alguém equilibre por mim, pelo menos uma vez.

terça-feira, 3 de março de 2009

ATA-ME

Comer de pressa
Correr de tanta pressa
"passar" por tudo
com susto, voando, não te conheço
Não me conheces
Todos juntos
Falando, gesticulando, falando
Gritando
Não te vejo
Não me vês
Solidão coletiva
"High Ansiety"
Ritmo frenético

A cidade corre
O tempo voa
Carros a 200 por hora
Sanduíches rápidos
Motéis para rápidos amores
Viagens curtas
Dinheiro curto
Não curto
Não tenho tempo para seduzir
Então seqüestro!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Eu não sei ao certo, o que esse trajeto incerto, de certo afirma que nem sempre certo vence, mas talvez seja isso que no fundo faz crescer ou se perder na armadilha inconstante que é gostar de alguém tão errado de mim assim.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Calmaria.

Tudo anda bem, bem como em muito tempo não esteve, ta que não é aquele tipo de bem que me faz flutuar assim que eu acordo com a visão ofuscada por só enchergar coisas boas o tempo todo e ponho os pés na beira da cama pra endireitar o lençol e me cobrir da forma mais sincera e aconchegante quando eu vou dormir, mas é o tipo de bem que me completa da maneira certa, me da o que eu preciso, nem muito, nem pouco, mas o necessário para eu enchergar a realidade de uma forma simples e direta e ver que eu me sinto completa de novo, diferente, muito diferente, mas completa, sem meias palavras ou mentiras, bora ver o que o destino me aguarda dessa vez.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Apreço não tem Sexo

Quando alguém chega assim e fala que tu és única, jurando amor etérno, fingindo toda aquela carapuça melecada de gozo e orgulho que da até nojo de sentir o cheiro repulsivo de falsidade misturado com aquela conexão linda inexplicável de negar aquele forte sentimento que não existe nome concreto, e por ser tão capaz de te fazer perder o apreço em segundos por pessoas importantes que não tem nada a ver com isso, deixando só o seu veneno que é o amor eterno com uma pitada de angústia por conseguir tudo isso com a simples presença querendo e sabendo do que é capaz, do poder que tem, um poder que não tem nome assim como nada do que ta escrito aqui tem nome ou explicação. Eu não queria entender o que se passa aí por dentro, o porquê de todo esse poder, ou porquê esse poder todo é em mim, porque todos os cantos, ruas, alamedas, debaixo da cama, o chão do banheiro, na chuva, porquê tudo isso tem um significado que só cabe a ti lembrar e relembrar todas as vezes que meus olhos enxergam aquele começo de gengiva venenosa que se apossa das minhas córneas hipnotizando meu cérebro e deixando minhas pernas bambas por eu simplesmente não te admirar mais, parece que é errado sentir isso, mas ao mesmo tempo é certo porque no fundo tu és um pedaço de carne apodrecido sem alma, que se alimenta do sentimento puro que em mim existiu, isso nunca teria acontecido se não saísse do meu controle, e eu te odeio por isso.
Os dezoito dias mais longos que os ultimos seis meses.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Eric's Trip

Hatred
I hate the past

I can't see anything at all, all I see is me
that's clear enough
and that's whats important, to see me

my eyes can focus
my brain is talking
looks pretty good to me
my head's on straight, my girlfriend's beautiful
looks pretty good to me

sometimes I speak
tonight there's nothing to say
sometimes we freak
and laugh all day

hold these pages up to the light
see the jacknife inside of the dream
a railroad runs through the record stores at night
coming in for the deep freeze

Mary: a simple word, are you there in the country?
Yr eyes so full, yr head so tight
can't you hear me?
Remember our talk
that day on the phone?
I was the door, and you were the station
with shattered glass and miles between us
we still flew away in the conversation

my cup is full, and I feel okay
the world is dull, but not today

she think's she's a goddess
she says she talks to the spirits
I wonder if she can talk to herself?
If she can bear to hear it?

this is Eric's trip
we've all come to watch him slip
he's slipping all the way to Texas
can you dig it?

(Eric says "The sky is blue...")
I see with a glass eye
the pavement view
a shadow forming, across the fields rushing
thru me to you

we tore down the world, and put up four walls
I breathe in the myth
I'm over the city, fucking the future
I'm high and inside yr kiss

we can't see clear
but what we see is a alright
we make up what we can't hear
and then we sing all night

scattered pages and shattered lights
a jacknife and a dream
there's something moving over there on the right
like nothing I've never seen

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Eu ando diferente, diferente do normal, acho que até a minha voz não tem o mesmo timbre de antes, minha unhas cresceram, eu ganhei uns quilos, umas estrias, uns cravos novos, olheiras mais roxas do que nunca, meu cabelo cresceu, a ponta do delineador está cada vez maior, até o andar mudou... meus princípios também? que princípios? faz tempo que eu não penso em nada disso... eu passo muito do tempo que eu tenho fazendo besteira, me afogando em amores, me apaixonando e ao mesmo tempo ficando cada vez mais amarga, me importando com umas coisas tão bestas que eu me sinto uma idiota de não conseguir controlar o que sinto a maioria das vezes.
Eu ando com medo, medo de construir uma coisa e ela se perder voando no tempo, sem que eu possa fazer coisa alguma, correr, correr, correr, correr contra o tempo é muito difícil, mais difícil é tentar apagar as mágoas do passado para que isso não prejudique no futuro, na verdade isso é impossível, eu sou muito prejudicada pela minha impulsividade, eu só queria que tu entendesses que eu mudei, mudei de dentro pra fora e de fora pra dentro, e isso foi necessário para eu viver "bem" hoje em dia, não quero perder o que te ganhei, pelo tempo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

An attemp to tip the scales

Hoje já é natal (Véspera pelomenos), e como sempre eu não entro no clima, apesar de a mamãe sempre fazer alguma coisa, eu não consigo me animar pra nada, mesmo porque essas ultimas 72 horas estão sendo meio difíceis.
O ruim de voltar pra casa é isso (tirando o ônibus lotado com pessoas estranhas, fedorentas, mais rabugentas que eu e a criancinha que fez xixi quase no meu pé, ainda bem que o Ícaro tava comigo, me deixando sem um pingo de estresse por morar longe de tudo, e rir comigo das situações mais escrotas que a gente sempre consegue se meter, parece perseguiçao) essa solidão constante, agonia por sempre parar e pensar besteira sobre a vida, coisa que eu não tenho feito muito ultimamente, fugir nem sempre é a melhor solução.
As coisas estão calmas, não consigo parar de ouvir air, velvet e bright eyes, principalmente a música da ultima semana que tem me deixado que nem quando eu ouvia aquela música antigona da marisa monte, que eu esqueci o nome, era no tempo do meu primeiro namorado, eu tinha uns 12 anos mais ou menos, e era uma das nossas músicas, toca até em mulheres apaixonadas na hora do Eric Marmo com a Carolina Dieckmann, mas enfim, esqueci o nome... mas isso não é importante, o que eu queria dizer mesmo eu já fingi que esqueci.
São só 02:22 e ainda bem que ta me dando sono, espero dormir atéééé umas 16h da tarde de amanhã, e que o dia passe beeem rapido, pra eu comer pra caralho, me embriagar e esquecer, não é esse o espírito?

domingo, 21 de dezembro de 2008

Isso tudo tem um Nome

Veio novamente, depois de infinitas horas, dias não contados e histórias deixadas para trás, finalmente aquela sensação voltou, mas voltou diferente, não é mais a mesma , é simplesmente diferente de tudo aquilo que foi vivido, o antes se apagou e voltou para o zero e perdeu completamente o sentido, agora eu entendo que as coisas podem acabar, e que eu não sei nada da vida nem o que me espera, e sou uma anta por pensar que sei muito sobre os meus sentimentos e as minhas sensações, e que eu já senti tudo o que havia de sentir...
É tão bom sentir, e é melhor ainda ser diferente de tudo o que eu já vivi.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

ahh

hoje em dia as coisas mudaram não
são como foram um dia, nem se quer voltaram a ser, e as consequências de todo
esse processo que a gente chama de "levar a vida" resume-se muito mais
em pequenos grandes prazeres que a maioria ignora para garantir alguma coisa
que não tem nome específico limpo dentro de si, mas o que realmente acontece
, é que nada nem ninguém é limpo em canto nenhum, 150 pessoas que andam na
rua vindo ao teu encontro, cruzando o teu caminho, seja alguma delas padre, rei,
virgem, assassino, ladrão, trambiqueiro,
amante, ou leitor da bíblia, o amor da tua vida ou qualquer coisa que seja e acredite,
nenhuma dessas pessoas está limpa pura ilusão.. e por cada canto que passa dessa cidade
tem alguma coisa que a marcou de alguma forma, seja ela uma forma boa ou um
tráuma que pode ser levado pela vida toda simplesmente por ser a pessoa
errada na hora errada fazendo algo errado,ou simplesmente foi punida por falar
e fazer o que quer e o que não tem vergonha de fazer e foi marcada porque é isso
que acontece e não adianta se esconder em nenhum canto, seja em uma ilha
deserta, dentro de uma caixa ou até em zimbábue, o destino te acha, te
destrói, te caça e come vivo que nem abutre... eu não entendo o porquê disso, de ter que aprender
ou amadurecer com as tragédias, ou isso dar um empurrão pro nosso amadurecimento, melhorar como pessoas
e morrer depois de tudo isso, sendo que a solução de tudo está dentro de todo esse mundo de palavras agrupadas
soltas pelo vento, tentando se achar em um só lugar sem conseguir jamáis arrumar uma solução
plausível pela burrice de estragar tudo o que consegue construir e por não entender que nada é igual
e nunca vai ser, não adianta tentar, confundir ou brincar de comparar, não vai ser igual NUNCA.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

De Botas

Concretizou, voltou á mesmisse
Talvez alguém venha a ganhar com isso
Quando a Gata de botas passa deixando o perfume
De noites mal dormidas e cigarro no cabelo
Quem sabe, não há de ter piedade
Daqueles que não a tem
E fingem se enganar
Pensando que foi sincero
O que se é de trair e não olhar para trás

Muito menos pode-se ganhar o perdão
Mesmo quando a ilusão passa a ser verdadeira
Ela cansa
Volta pro início
Tenta de novo
Mas hoje em dia não faz sentido.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou

http://www.youtube.com/watch?v=HaZOXF83zBg









































quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Horas

Um momento em que luzes no rosto e o som ensurdecedor significarão muito mais do que palavras, a visão embaralhada faz tornar tudo muito engraçado e divertido, bocas, linguas, dentes, gengivas, saliva á mostra, dançando sem parar na minha direção, aumentando e diminuindo de tamanho, até ficar na medida certa, fazendo aquela dança convidativa quase irrecusável ao som do que eu quiser ouvir.
O contato de pele se torna mais intenso e menos importante que o normal, porque é um ato exacerbado que começa e termina ali pelo meu querer , e eu decido, sem deixar rastros pelas próximas vinte e quatro horas, o suor que escorre chega a ser melhor que água gelada, sem falar no cheiro tão peculiar de pele húmida, nos leves cortes de barba mal feita sem querer, e nos arranhões propositais de unhas grandes vermelhas com o canto descascado de tanto cravar em costas suadas... a maquiagem que vai se desfazendo com o tempo borrando a minha máscara, rompendo de vez e mostrando de verdade os meus olhos grandes e negros, olhos de um pássaro livre que voa sem destino... e a risada? aquela risada completamente diferente do normal expontânea e falsa ao mesmo tempo, boca aberta ao ponto de se enxergar as amígdalas, esquecida após 10 segundos de conversa.
Em uma noite, em um dia, em algumas horas, niguém precisa conhecer o que realmente é, isso não passa de uma mentira, uma ilusão de que foi intenso, mas na verdade foi como todas as outras vezes em que tu mentes e mentem pra ti fingindo que acreditaram nessa grande mentira.... mas assim, aparentemente ninguém é egoísta, ninguém é vulgar, ninguém é ruim, ninguém tem fraquezas, muito pelo contrário, tu és forte, livre, decidido e seguro de sí, os problemas todos tem solução, mas isso tudo é mentira, é uma mentira tão grande que chega a enojar.
Da pra enganar, obvio que da, é muito fácil enganar a sí mesmo, imagine aos outros, só que ninguém consegue viver assim por muito tempo, sozinho e sem razão, e isso tudo não passa de uma grande mentira.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Insegurança

O que tento, o que quero, é um dia parar de olhar pra trás, eu preferia ser um cavalo e olhar pra frente a espera do que se pode ver, onde a angústia, agonia e insegurança ficassem todas bem pequeninas no final dos tempos, justamente onde eu não possa sentir, até desaparecer completamente da minha memória, deixando só o que eu quero ser hoje em dia e não consigo por tua existência.

domingo, 23 de novembro de 2008

Lucas bêbado

ei rasguy, uma coisa é ficar assim, na vida que nem uma taturana a procura da presa, felina, fulgás, com o espirito livre e leve, sendo que tu queres os olhos pra enxergar o mundo do jeito que a outra aguia enchergar, olhos de lince, vidrados no objetivo sem conseguir disfarçar, e tudo uma questão de se manter relaxado, o orgulho é uma facada no proprio coração, que fica batendo batendo, numa arritmia, até encontrar a batida certa, o olho da agui, a tigresa, e o espirito leve, sempre com o coração batendo batendo batendo



Lusca.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

V
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A
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Z
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I
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ficou assim de novo porque eu deixei.

Escorpião

01:02
Tal pai, tal filha, dois venenosos debaixo de um só teto, ainda bem que existe a balança que nos esquilibra, em momentos de tensão maior, as vezes ela desequilibra também, mas ninguém é perfeito...
Talvez seja necessária essa competição, já que ao mesmo tempo que eu odeio a nossa guerra psicológica pra ver quem é o mais forte, eu adoro merdir forças contigo, e me machuco porquê eu odeio perder, e tu sempre me ensinaste a ganhar o que eu sempre quis de uma forma justa, e como a maioria das vezes eu sou injusta contigo, eu perco, mesmo sem parecer, eu perco internamente, eu perco lá dentro de mim, bem no fundo, onde tu nem imaginas que exista algum sentimento maior de respeito, admiração e o amor gigantesco que eu sinto por ti.
Se eu fui corrompida, ou meus valores foram deturpados, ou eu me tornei uma pessoa em que tu não te orgulhas cem por cento do tempo, foi o mundo, foi o meu mundo, não foi tu, acho injusto as vezes que eu te culpo pelos meus erros, mas eu sempre tive esse dom de magoar quem eu mais amo.
No tempo dessa foto, eu lembro que tu eras o meu super-herói, eu preferiria apostar em ti do que no super-homem, pra mim, tu eras mais do que qualquer herói de quadrinho que poderia existir, eu queria ser como tu és, até homem eu queria ser no tempo, queria me barbear como tu, ser forte como tu, saber tocar violão, ouvir as mesmas músicas, usar as blusas de manga comprida, ir no teu trabalho, eu me sentia segura quando alguém mechia comigo, e eu teria alguém pra me defender de todo o mal do mundo, eu te chamava de Mufasa...tudo isso porque tu sempre foi o meu herói, até eu crescer e me fazer livre, começar a gostar de outras coisas, me afastar, ficar maluca e egoísta dando trabalho, dor de cabeça e cabelos brancos, mas enfim, há quem diga que isso é só uma fase... principalmente a nossa balança.
Deve ser por isso que é tão difícil até te escrever um parabéns bonito.
Parabéns pra a gente Pai, eu sou apaixonada por ti.

Bons Leitores